Star of the County Down
Sorrindo, seus dentes brilhantes de emoção
Cujos os olhos estão sujos com devoção;
Não cigana e dissimulada, mas sim Princesa
Cuja Monarquia apenas reinou em sua beleza.
Conseguiu fazer com que este bravo poeta,
(Cansado de perambular pelo inferno)
Se apaixonasse por uma ilusão novamente.
Platão, aqui estou.
Reacenda a paixão!
Reacenda a iluzão!
Reacenda os poemas jogados no lixo!
Reacenda a emoção no coração do desiludido!
Ilumine-me, olhos de âmbar. Quebre minhas correntes dessa luz. E com seus lábios, me tire da caverna.
On The Nature of the Daylight
O monstro acordou-me de madrugada. Olhei para ele com areia em meus olhos. A visão embaçada só me mostrava um rosto, o dela. Pude perceber que era fora desta realidade pela estrutura esquelética, totalmente desajustada, ossos lutando contra a carne, como se estivessem tentando escapar perfurando a pele. Magra, mais do que nunca. Era uma aranha.
Encarei com medo, medroso como sempre fui. Perguntei quem era a abominação, e não respondeu. Me deu um copo de leite e fui posto a deitar. Fui coberto, e dormi desastradamente rápido. Ele deitou do lado de minha cama.
Depois, me vi em uma grande floresta. Era o dia do casamento, e todos os meus amigos estavam lá. Ela entra, a personificação perfeita do rosto que vira no meu quarto, ainda consciente.
Com vestido de flores e plantas, o pólem de sua existência refrescava e dava vida à toda minha flora romântica. Seus olhos verdes serpentearam nos meus, encarei como uma grande chama que viera em minha direção.
Sua pele, como índia, aquecia, mesmo longe. Cabelos soltos, sorriso largo. Dentes perfeitos.
E eu, vestido de um terno. Queria estar aqui vestido melhor. Por entre os finos tecidos, eu era um romântico travestido de parnasiano.
Minha Marília encarou-me no altar, não havia padre. Não haviam mas amigos. Não havia mais consciencia.
Céu e Terra se tocaram como nossos lábios, chuva e deserto, paixão e dor, um conjunto de sentimentos tão antagônicos obrigados a conviver juntos. A pressão era muito forte, ocorrera um grande estouro. O big bang de minha mente.
Acordei com a face do monstro me olhando. Era o rosto dela, por entre aquele corpo alquebrado e esquelético. Me beijou na testa e encolheu até virar uma pequena formiga, que andou por minha cama e se escondeu.
Eu recusei matar-la.
Ao invés disso, resolvi escrever esse texto. Esse apelo.
Por qualquer parede ou buraco que você esteja, minha formiga. Você me transformou.
Victory is near, or far? Wherever you are.
A humanidade fez o seu primeiro erro: Estacionou o andróide em frente ao horizonte.
Claro que nunca iriam perceber os poderes místicos dos raios invisíveis da temida estrela da vida.
Lá, parado, com olhos de plástico e retinas de chumbo, pegou fogo. Começou baixo, cheirando mal. Os donos não perceberam enquanto as crianças brincavam logo embaixo do muro, por onde o monstro de metal ficara sentado aguardando.
Fibras metálicas caindo, curto circuito, todas as memórias viram à tona. Acordara do coma apenas para uma certeza: iria cair e provavelmente morrer. Não gostara do fato de ter sido manipulado e usado, mas não os culpa, e também não sente raiva.
Antes, sentira. Quando era recém de fábrica, amaldiçoou os donos e todos envolvidos. Não durou muito, robôs tem a chata mania de perdoar.
A questão nunca foi o quanto os humanos manipularam os robóticos. Veja, a humanidade criou um robô para que consiga enxergar a si própria. O médio de metal entendia que era mais necessário do que odiado. Ele esquentava seus cérebros, e dava a noção de existir aos seus impulsos nervosos.
Caiu.
A família olhou, chorando por o quanto iria ter perdido em dinheiro. Mas, surpreendentemente, como se o volume da grande ópera da vida aumentasse, os ventos trouxeram a vida!
O andróide levantara a cabeça, olhara para os humanos, e falou:
-Não sei quantos de vocês sabem o que eu sou.
-Um robô! - Disse a menorzinha dos humanóides.
-Exatamente. Mais precisamente, uma grande metáfora. Todo esse texto também. Somos metonímias. Somos funções. Somos éter, somos linguagem.
-O que você tá dizendo? - Disse o pai, inconformado.
-Albert, tente desligar, ele está com defeito!
-Me botem de pé, e eu irei embora. Vocês não precisam de um robô, vocês só precisam de si mesmos. Conheçam-se pelo o que eu lhe falei.
Então, como um prisma inverso, desaparecera. O pai, desesperava-se pelos lucros perdidos, a mãe pegou os filhos e tentou afastar do evento.
E, por fim, dessa grande odisséia absurda, um livro cai, do céu, de fronte às crianças que eram forçadamente afastadas.
A menor, que conseguiu escapar, pegou o livro em suas mãos, a capa era vermelha e rugosa. Abriu, e estava tudo em branco. Riu, pegou a areia e a tacou dentro.
E lá foi levado o livro, com impressões químicas da areia, e com a afeição brilhante de uma pequena autora.
Alguém me disse que eu precisava seguir em linha reta
Que no céu tinha um teto, um anjo e um cordão
Mas o teto era falso, o anjo era de lata e o cordão
em Saturno só servia de anel
E ao meu redor, estou só, estou na imensidão
Tantas atmosferas e eu aqui, presa ao chão
Alguém me disse que o…
Here by the Sea and Sand, Nothing ever goes as planned
Criança quis aprender a construir
Criança quis aprender a casar
amar
consertar.
Castelos de areia feitos para ensinar a brincar
Rir, Gozar
Governar
Maturidade pisou com os pés sujo de lama
Repletos de má fama
Poucos aventurados, jogaram-se ao mar
Puseram a amar
Brincar
Desencantar
Nadar
Os que tentaram construir ainda seus castelos
Com pedaços quebradiços e moles
Puseram-se a odiar
Invejar
Cochichar
E então, os que lá boiavam, pediam:
para Amar, aos inimigos
para Amar, aos timidos
para se Apaixonar, aos que o coração maltrata.
E eles? Se puseram A Remar.
O homem que chantageou os lobos
“Queridos amigos, vi a morte.”
Ninguém havia acreditado no lobo, sim, o animal. Ele havia chegado no meio da cidade, em seu centro, e começado a pronunciar sobre a filosofia da perda da vida.
“Não fiquem com medo, eu amo vocês. Eu e toda a Alcatéia. Nossa guerra foi feita só pela má via dada da paz. Somos animais apesar de tudo” - Disse o lobo, girando em seu eixo, enquanto sua calda balançava e as pessoas o isolavam em uma circuferencia de raio cada vez maior.
Entre eles, entre todos os humanos que estavam no vilareijo, um deles puxa um machado e avança ao lobo.
“Conte porque estás aqui, má divindade dos pesadelos humanos. Ou iremos matar-lo, és eficaz contra qualquer um, mas não contra mim! Vim dos bravos guerreiros lenhadores do Oeste, você não conseguirá me derrotar!”
O lobo não se manifesta ao discurso. Rosna o bastante para que os níveis de adrenalina do lenhador sejam aumentados. Ele hesita.
“Eu só venho falar que um homem irá lhes trazer discórdia. Ele será meu grande amigo e meu companheiro no desfile final da morte, estarão avisados. Acabei de conhecer-lo, ele tem o brado retumbante da esperteza.”
Então o Lobo se vira e vai embora.
“Vocês tem 3 dias!”
Se ouve um garoto correndo, gritando. Ele vinha como em um refrão declamando um tempo limite para algo.
Ele vinha da floresta, e todos o fizeram sentar. Comoveu-os com a sua história, de como se perdera na floresta e como um lobo prometera-o que iria matar todo o vilareijo.
“Lobo!” - ele dizia.
Comentaram que um lobo havia vindo mais cedo, e havia falado non sense. Todos ficaram em alerta.
No primeiro dia, nada de lobo.
No segundo, o garoto continuou gritando lobo. As pessoas continuaram a ir.
No terceiro, o garoto gritou lobo até que desaparecera. As pessoas culparam-se por não terem acreditado, ao ponto que deixaram o garoto para a morte.
O lobo então, volta à cidade.
“Amigos, está proposta a guerra. Vocês conheceram a morte, e agora devem encarar a consequencia. O equilibrio foi feito e agora está mais interessante, e nós da Alcatéia estamos lhes dando o privilégio da ultima luta.”
O lenhador empurra seu espírito e rasga a cabeça do lobo, matando-o. Imediatamente, dezenas de lobos descem da colinas e atacando a população, que se defende.
Enquanto isso, em uma casa longe dalí, o Bardo Infantil que musicou a vinda dos Lobos, gritando por 3 dias, estava lá, comendo a carne do lobo, esfomeado, descobrindo que havia traido seu proprio sangue por instinto.
——
3 dias antes.
“Eu me perdi, por favor, não me mate…”
“Relaxe, pequeno infante. Somos lobos, mas não desprovidos de qualquer inerencia ao comportamento erudito. Por favor, prossiga para a sua vila, e avise para não vir até aqui sem aviso.”
“E qual seria o aviso?”
“Provavelmente a morte de um dos nossos. Ou de um dos seus. A morte é uma onda, que irá desistabilizar todo o complexo, e formar a guerra entre nossas espécies.”
“Entendo.”
“Você sabe que perderiam. Então, prometa-me que, se deseja a vida da sua tribo, não virá aqui provar a carne dos nossos lobos de novo, independente das lendas que você ouvira de quão delicioso era.”
”Não foi por querer…”
“Você mentiu e sabemos, foi asqueroso e veio matar um de nossos para seu instinto. Está se afastando da sua humanidade, e se isso acontecer, viraremos animais, e perderemos a diplomacia. Você tem 3 dias para recobrar sua humanidade, estaremos vigiando e somos bondosos.”
“Vocês perderiam a guerra, de qualquer jeito.”
O menino então vira as costas, pega o machado e bota em suas costas, ensangueentado.
“Você, ó humano, é movido pelo instinto mas pela consciencia. Não és um animal, ou um humano, és compreendido apenas pela sua vontade de guerra e sangue.”
“O que vocês, Lobos, entendem de mim?”
“O suficiente para entender que uma guerra é desnecessária.”
O menino então, vai embora, finalmente. Então o lobo, vira a sua alcatéia.
“Queridos Irmãos, conheci a morte. Preparem-se para as mentiras e invenções, estamos em guerra psicológica e física. Fiquem atentos”
E após, volta a seguir para a vila, discursar os ritos de batalha.
Hey, I Just Met You, and this is crazy
Ah, ó Âmbar personificado,
Transformaste as belezas em paz?
Transformastes teus cabelos em sais?
Desitratastes toda a sua alma em mim?
Modelei sua visão à mim desde nossa primeira troca de olhares,
Te esculpi em minha mente a cada passo e suspiro,
Até parece que sou um Parnasiano Descolado
com versos novos e dedilhados.
Olhos, seus, paz nos meus.
Brilho deste, que por Olimpos andara,
Entrelaçou-se em minha memória
Agora, deixe a sua cor, de âmbar reluzente
ofuscar a luz, ofuscar as roupas, ofuscar os rostos,
E faremos um arco íris de brilhantes.
Tava no fundo do rio
Não se tocavam e achavam normal
Deixar seus corpos com frio
Mas exalavam o cheiro fatal
De todo corpo vazio
E era um amor assim medieval
Claro, num porão sombrio — Oswaldo Montenegro - Amor Medieval (Elas se amavam)
Espada de Assis, Gentileza gera Cristo Redentor, e outros textículos
Amor, descansei de amar
Pontes feitas de algodão,
não são para se doar.
Tratei do sangramento do teu epitélio
em teu tão fraco juramento e consagramento
da dor que sente pela mal via dada da paz.
Corte de um só juiz,
que comanda sua própria corrupção,
brincando com si mesmo, sozinho
por juras e safras de paixão.
Em seu Governo, eu não mando, se maltrato,
é com esperanças inafundadas e tardias.
Governo se cria e se ampara
se protege e se rala.
Bebemos no copo da Liberdade,
recebemos um abraço do Cristo,
rezamos à Tiradentes,
e damos Gentileza.
Encontramos a mulher certa,
dançamos, bebemos, amamos
e depois,
valsamos pelo desentendimento
do romantismo.
Pois, dado que o mundo é antipoético e Realista. E, não machado, e sim espada. Uma espada chamada Capitú, onde se faz a ambiguidade e a incerteza até em golpe fatal.